CENTRO DE PASTORAL PIO XII
REUNIÃO COM AS COMISSÕES PASTORAIS E ORGANISMOS DA IGREJA DE CAMPINAS SOBRE A PROPOSTA DE SE MUDAR O CENTRO DE PASTORAL PIO XII – Campinas, 03 de junho de 2009.
Esta reunião foi marcada na linha de continuidade da reunião de 26 de fevereiro de 2009. Naquela reunião foi pedido um encontro com D.Bruno. Este pedido foi precedido por várias tentativas de se conversar com o Pe. João Luís, Coordenador da Pastoral. Inclusive, ele havia prometido convocar uma reunião para o mês de janeiro de 2009, mas tal promessa nunca se concretizou. Na reunião do dia 26 de fevereiro, foram escolhidas duas pessoas que fizeram o contato com o Pe. João Luís. A resposta de D.Bruno foi negativa. João Luís afirmou que D.Bruno não queria conversar com o grupo das pastorais e organismos que pediram a reunião e afirmou que deveríamos conversar com o Pe. João Luís. Várias foram as tentativas para marcar este encontro a partir desta negativa. Mas não obtivemos êxito diante das dificuldades apresentadas pelo Pe. João Luís. Diante deste impasse e como o tempo continuou correndo, houve a convocação desta reunião do dia 03 de junho de 2009.
Inicialmente, houve um relato sobre o encontro passado. Mostrou-se também a utilização do Centro de Pastoral Pio XII por 36 organismos, comissões e outros órgãos associados à Pastoral da Igreja de Campinas (Arcebispo, Coordenação Colegiada, Coordenadoria de Pastoral, Comissões Pastorais e Equipes de Pastoral, Tribunal Eclesiástico, Cúria Metropolitana, Caritas). Explicitou-se também o processo do aluguel do Prédio da Cúria Metropolitana para a Microcamp, tornando pequeno o espaço do Centro de Pastoral para todas as comissões e organismos da Igreja de Campinas.
Nestes últimos anos, houve a proposta de venda do Centro Lumen Christi por parte das irmãs. Já havia a perspectiva de tornar o Centro Lumen Christi um espaço de espiritualidade e de formação. Mas esta proposta não foi em frente. Finalmente, no ano de 2008, efetivou-se a compra por parte da Arquidiocese da metade do terreno e ficando com o prédio já construído.
Neste espaço de tempo, falava-se que o Centro de Pastoral ficaria para as pastorais e o Lumen Christi seria para a Cúria e para o Tribunal Eclesiástico. Mas tudo isto sem nenhuma discussão nas instâncias de decisão ou de conselho (Coordenação Colegiada de Pastoral, Coordenadoria de Pastoral, Conselho de Presbíteros, Comissões, Áreas Pastorais, Foranias).
Mostrou-se também a importância do Centro de Pastoral do ponto de vista arquitetônico, eclesial, político, cultural, devido a seu histórico e devido também a sua localização central. Torna-se um ponto estratégico e, por isso mesmo, tem também um valor econômico. Basta ver o que se passa com a Microcamp. Mas em se falando do econômico, mostrou-se também que se a questão é puramente econômica, seria de maior valor alugar o Centro Lumen Christi, devido a sua localização próxima do Shopping Center Iguatemi. Mas como foi dito anteriormente, alertou-se para o fato de que o Centro Lumen Christi poderia ser utilizado como um espaço de espiritualidade e de formação, pois a Arquidiocese neste momento não passa por nenhuma dificuldade financeira.
Em seguida, discorreu-se sobre as dificuldades da mudança das pastorais para este novo local: dificuldade de transporte, à noite a região é escura, não há movimento nas ruas. É um lugar isolado sendo habitado por pessoas de classe alta. A ida para este local acarretaria a desmontagem da pastoral e uma fragmentação das comissões. Além disso, já houve a experiência do Palácio do Bispo que estava localizado nesta região e se tornou apenas mais um espaço para aluguel. A Igreja de Campinas fez sua conversão na direção dos pobres e, voltando para este local, estaria sinalizando uma volta atrás nesta conversão.
Após esta introdução, a palavra ficou aberta e várias pessoas fizeram seus comentários.
1. Em relação ao CNLB, afirmou-se que todo o conselho é unânime em relação à permanência no Centro de Pastoral Pio XII.
2. A Legião de Maria freqüenta o Centro de Pastoral há quase 50 anos e há sempre reunião no 2º. sábado de cada vez. Muitas pessoas vêm de outras cidades da Arquidiocese e não iriam para o novo local, acarretando perda para a vivência das legionárias de Maria.
3. O TLC trabalha cada vez mais articulado com a Pastoral da Juventude e que está com uma tendência de crescimento. Às 4as-feiras, o TLC privilegia os adolescentes com uma freqüência média de 40 pessoas por semana. Aos sábados, há a presença de jovens com uma freqüência média de 100 pessoas a cada sábado. A maioria vem de ônibus e certamente os jovens teriam dificuldades de se deslocarem para o novo local. Explicitou-se que o TLC foi fundado pelo Pe. Haroldo Rahm e que não possui local próprio e nem está diretamente ligado a uma paróquia. Seu trabalho é com a proclamação do Evangelho e buscar oferecer aos jovens uma perspectiva de vivência cristã. Afirmou-se também que mais de 2/3 dos jovens se utilizam de ônibus para chegarem ao Pio XII. Terminou-se dizendo que “o Centro de Pastoral é a nossa Jerusalém e que já passaram pelo Pio XII mais de 4.000 jovens. Alugar este local significará perder um ponto de referência histórico para os jovens”!
4. Quem já trabalhou durante muitos anos na FEAC, que tem a sede próximo do Lumen Christi, afirmou que o lugar não é apropriado como um espaço de articulação da pastoral, pois o lugar, à noite é escuro, e os pontos de ônibus estão localizados em lugares distantes. Argumentou que o Centro de Pastoral dá organicidade às pastorais e nos ajuda a buscar um caminho comum. Relembrou-se também que “a nossa história está aqui no Centro de Pastoral Pio XII. Aqui também está a história da Igreja de Campinas nestes últimos 50 anos! Queremos que o Centro de Pastoral continue servindo a Igreja de Campinas e não seja apenas mais um prédio alugado. Aluguel por aluguel, o Centro Lumen Christi certamente vale mais”!
5. Já se alertou que houve uma perda para as pastorais com o aluguel da Cúria Metropolitana no passado, devido a problemas econômicos. Os dois prédios formam um conjunto arquitetônico e deveriam ser retomados, como no passado, para servirem à pastoral da Igreja de Campinas. Alertou-se também que o aluguel do prédio para a Microcamp, que tem lesado seus alunos nos cursos anunciados e não realizados, acaba depondo contra a própria Igreja. Além disso, notamos que não se faz manutenção no prédio do Centro de Pastoral Pio XII, deixando-o deteriorar para se chegar à conclusão que nada se pode fazer! Foi também reforçado mais uma vez que o local, onde está localizado o Lumen Christi não é bem servido por ônibus. Quem já trabalhou naquela região sabe que não há facilidade para se tomar ônibus que se dirigem para aquela região, especialmente nos fins de semana. Alertou-se também que o bispo é sempre um servidor do povo e, portanto, tem que ouvir este mesmo povo, para ser de fato servidor de Jesus Cristo. Com certeza, se houver esta mudança, também o bispo estará se distanciando do povo que normalmente usa ônibus para seu transporte.
6. A Igreja sempre prega a participação e comunhão. Por isso ela deve ser coerente com sua pregação. Se ela fez e faz opção pelos pobres, ela não pode tirar as pastorais do Centro de Pastoral Pio XIII, pois este centro é gerador de vida.
7. Muitos não sabem da proposta de mudança do Centro de Pastoral Pio XII. Por isso se afirmou que este processo está sendo autoritário e que não ajuda a ação da Igreja na sociedade. Houve a seguinte pergunta: “Por que sair do centro? Não seria mais lógico, então, ir para o Campo Grande, para o Ouro Verde? Não é lá que estão os pobres e a maioria da população?”. Além disso, alertou-se que depois de Aparecida (Conferência de Aparecida), a Igreja é chamada a fazer uma conversão eclesial. Afirmou-se que é preciso discutir e não impor. Finalmente perguntou-se: “Em que instância de poder este assunto foi discutido? Na Coordenação Colegiada de Pastoral? Na Coordenadoria de Pastoral? No Conselho de Presbíteros? Nas Foranias? Na preparação ao 7º. Plano de Pastoral Orgânica?
8. Pontuou-se também que há uma articulação entre o Centro de Pastoral Pio XII e o Colégio Pio XII que tem favorecido muito os cursos dados aos leigos e leigas. Além disso, o estacionamento do Centro de Pastoral Pio XII tem capacidade para 84 carros (houve a verificação dos carros ali estacionados, especialmente nas 4ª. feiras, dia que há o maior fluxo de carros). Na linha da Pastoral Urbana, retomada pela Conferência de Aparecida fica patente a importância de um Centro de Pastoral que possa ajudar na organicidade da pastoral. Diante disto, houve a proposta de se retomar todo o conjunto, ou seja, o antigo espaço da Cúria Metropolitana com o Centro de Pastoral Pio XII como antigamente, de tal modo que haveria espaço para todos os organismos e comissões. Também relembrou-se que já houve uma proposta de se construir um auditório no espaço do estacionamento e que poderia servir para muitos eventos (sem perder o espaço do estacionamento, pois com as construções atuais, poder-se-ia resolver muito bem esta questão, deixando o espaço para o estacionamento, como se faz em todos os prédios). Finalmente alertou-se que o que estamos fazendo é tentar impedir que a Igreja de Campinas e também o próprio bispo cometam um erro histórico irreparável, rompendo com a proposta lançada há mais de 50 anos e que indica a presença da Igreja na cidade e nos centros das decisões.
9. Alertou-se para o fato de que a Igreja de Campinas não pode mais decidir as coisas ouvindo apenas uma pessoa. Alertou-se também que D.Bruno está em Campinas há apenas 05 anos e que o Pio XII tem uma história de mais de 50 anos. Ele corre o risco de tomar uma decisão equivocada. Afirmou-se também que o Conselho dos Consultores, a Colegiada de Pastoral, o Conselho de Presbíteros e a Coordenadoria não discutiram esta proposta de mudança.
10. Reafirmou-se que desde outubro de 2008 se tentou uma reunião com o Pe. João Luis, sempre protelada para a frente. Neste sentido, já se transcorreram nove meses! Afirmou-se também a necessidade de se fazer uma revisão dos contratos feitos pela Igreja com as diferentes empresas ou universidades que alugam os prédios e que esta tarefa não pode ficar na mão de uma única pessoa. Certamente, temos pessoas capacidades para colaborar nesta empreitada.
11. Mostrou-se que a mudança está sendo feita de forma sorrateira e sem discussão. As reuniões da Colegiada de Pastoral estão sendo marcadas em lugares diferentes para descaracterizar o Centro de Pastoral que sempre acolheu estas reuniões.
Foram encaminhadas as seguintes propostas:
1. Pedir novamente uma reunião com D.Bruno, com o Pe. Busch, com Mons. Fernando (vigário geral) e Pe. João Luis Fávero.
2. Levar a discussão para as Áreas Pastorais e Foranias.
3. Levar a questão para o Encontro do Bloco sobre Liturgia e Espiritualidade Encarnada para que possa entrar na discussão da preparação do VII Plano de Pastoral Orgânica da Igreja de Campinas.
4. Tornar conhecido o histórico do Centro de Pastoral Pio XII, utilizando-se da Linha Direta para o envio aos agentes de pastorais, padres, religiosos, religiosas, para que tomem conhecimento da importância da permanência do Centro de Pastoral Pio XII no local em que foi construído para esta finalidade e missão.
5. Ficou marcada a próxima reunião para o dia 25 de junho, às 19,30h, no Centro de Pastoral Pio XII, para dar continuidade ao trabalho das pastorais e organismos.
Participaram desta reunião 40 pessoas representando 15 comissões, equipes e organismos da Igreja de Campinas.
Comissão de Pastoral da Juventude.
Treinamento de Liderança Cristã (TLC)
Comissão das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)
Legião de Maria
Comissão de Pastoral Operária
Comissão de Pastoral Universitária
Comissão Pastoral do Negro.
Equipe de Pastoral da Mulher Marginalizada
Comissão de Pastoral da Criança
Comissão Bíblico-Catequética
Caritas Arquidiocesana de Campinas
Conselho Nacional dos Leigos/as do Brasil (CNLB)
Comissão de Pastoral Vocacional
Pastoral Nipo-Brasileira
Equipe do Diálogo Ecumênico e Inter-religioso
domingo, 28 de junho de 2009
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